Comentário do comentário

Dia desses uma pessoa comentou aqui no blog! Veja só! Eu que achava que era o único que entrava aqui, e por isso não atualizo muito (na verdade é por falta de inspiração e preguiça mesmo). O comentário foi exatamente esse:

VAUM TOMAR NO CU COM ESSE COMENTARIO

Assim, em caixa alta, com esse belo português “internáutico”. Pela forma como a pessoa escreveu dá pra chutar um QI de mais ou menos 57… Ou seja, provavelmente a pessoa era um operador de telemarketing.

Resposta ao comentário: fica tranqüilo meu amigo, eu entendo sua raiva. O mundo te odeia só porque seu trabalho é encher o saco. Mas tudo bem, pois eu estou aqui pra defender a classe dos operadores de telemarketing.

O que é telemarketing?

Telemarketing é a profissão alheia que você mais detesta. Se essa profissão não é alheia, você também detesta. É o trabalho daquelas pessoas que você não vê porque estão se escondendo atrás do seu telefone… São meninos e meninas retardados que precisam a todo custo vender um serviço ou produto que não presta. O telemarketing é uma forma de sobrevida, quase considerada uma profissão, mas na verdade, é uma forma primitiva e cruel de escravidão. O telemarketing foi inventado pela Princesa Isabel, que queria fazer os pobres escravos parecerem gente. Ela criou o telemarketing dando funções remuneradas (e muito mal remuneradas, diga-se de passagem) a esses infelizes bastardos sem paz. O telemarketing se divide em três operações: telemarketing ativo, telemarketing passivo e telemarketing robô.

fonte: Desciclopédia > http://desciclo.pedia.ws/wiki/Telemarketing

POP

Já percebeu o tamanho da incoerência que são os provedores gratuitos?

Digamos que você é um pobre coitado, falido, dono de um Pentium 166 usado, que você ganhou em um sorteio na rifa do seu colégio. Você fica macho porque na chamada da rifa tinha a seguinte frase “CONCORRA A UM COMPUTADOR COM INTERNET”. Você assina seu nome na rifa (aquela onde tem vários nomes e você escolhe o “Genicréia”, porque é o nome da sua avó, que ganhou 10 cruzeiros na loteria, quando era viva), reza pra ganhar e realizar o seu sonho de entrar na internet, já que foi expulso da inclusão digital, por não ter os requisitos mínimos. Você ganha. Quando você chega em casa, abre a caixa da sua máquina, pluga todos os cabos, tudo certinho e tenta acessar a internet você solta aquele famoso “filho de uma puta sem mãe! Não veio porra nenhuma de internet no meu computador”.

Além de lamentar a sua ignorância, lamento também porque o ex-dono do seu computador (espertíssimo) não avisou que para poder entrar na internet, você precisa de um provedor – discado, lógico. Porque com um PC desse você nunca vai conseguir usar banda larga. Você fica puto, mas relaxa quando liga pra um amigo e ele diz que existem provedores discados que não cobram nada. Você, coitado e mal informado, descobre então as maravilhas do raciocínio lógico.

1. Se eu preciso de um provedor, é porque não tenho;
2. Para acessar a internet discada, é preciso de um provedor;
3. Para usar o provedor gratuito, você tem que baixar o discador;
4. Para fazer o download do discador, você precisa acessar a internet.

Já viu a propaganda do provedor gratuito POP? Ela ilustra muito bem que as premissas acima são verdadeiras e que quando você chegar no item 4, vai obrigatoriamente voltar ao item 1, até que alguma boa alma ensine como sair deste loop infinito.

Daí você me pergunta: tá, mas o assunto do blog não é call center, operadores de telemarketing, etc?
E eu respondo: sim. E quem você acha que vai atender lá no POP a ligação do infeliz que tem o Pentium 166? Quem você acha que vai ter que explicar para o vencedor da rifa que o POP você só pode usar se já tiver um provedor, porque daí você pode baixar o discador, desligar a internet, abrir o discador do POP e finalmente conectar na internet?

Táloko hein! O cara que inventou o conceito de provedor gratuito esqueceu de um detalhe ou outro. Ah! E um desses detalhes é o seguinte: o provedor é gratuito, mas vá ver a conta de telefone no final do mês…

FAQ

Acho que deveria existir um FAQ no site de toda empresa de telemarketing. Ao invés de FAQ, a sigla poderia ser PIF (perguntas imbecis freqüentes), ou PEF (perguntas estúpidas freqüentes), cujas respostas seriam igualmente impertinentes.

Em nosso quadro de operadores não existe um sequer que não tenha atendido pessoas com perguntas das mais infames. Seguem duas perguntas e as respostas que deveriam ser dadas.

CLIENTE: se eu comer a semente da uva que vocês vendem, vai nascer uma parreira no meu estômago? (acreditem, isso não foi um trote).
RESPOSTA APROPRIADA: sim senhor. Se o senhor engolir sementes de uva, vai nascer uma parreira dentro de sua flora intestinal e o senhor poderá abrir seu próprio negócio, produzindo vinho e engarrafando diretamente do seu cú.

CLIENTE: o chocolate da empresa X tem cacau?
RESPOSTA APROPRIADA: não senhor. Os chocolates da empresa X são todos feitos com merda. Mas o senhor pode ficar tranqüilo, pois só usamos excremento de primeira qualidade, produzido a partir de sogras orgânicas. Não usamos nada transgênico na composição. O cocô também não contém nenhuma gordura trans, glúten, nem lactose.